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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

ENTREVISTA COM BABI CHAGAS (KYM)



1 - Queremos te conhecer, conte um pouco mais sobre você.
Olá, sou Babi Chagas e dentre milhões de coisas que poderia fazer na minha vida escolhi criar minha própria marca de bolsas, a KYM. Digo milhões de coisas, pois já conciliei atividades como trabalho comum, curso de Artes Plásticas, violão, desenho, teatro, dança, artesanato, e mais algumas que não me lembro agora.
Aos poucos fui tentando focar, a muito custo, e perceber o que eu queria fazer da vida. Todos os dias eu falo para mim mesma que eu tenho uma marca, um foco e não preciso fazer milhões de coisas. Ainda estou aprendendo.

2 - Seu envolvimento com a moda em geral começou quando?
Desde criança. Achava mais interessante pegar pedacinhos de tecido e colar para montar uma roupa do que brincar propriamente. Eu fazia customização e nem sabia o que era isso. Foi de pequena que comecei a fazer acessórios, mesmo sem muitos recursos e aprendi a montar sozinha.
Sempre tive interesse por trabalhos atesanais e costura, mas não ficava satisfeita com o comum, parte desse processo foi autodidata, mas quando descobri os cursos no Vasco Coutinho (a princípio estava apenas interessada em aprender a costurar através do curso de Modelagem do Vestuário), encontrei a opção “Produção de Moda” (já foi permitido alunos cursarem Duas opções em horários diferentes) na dúvida, escolhi os dois.
Certa vez, ainda no curso de Artes Plásticas, uma pessoa aleatória olhou para mim e comentou: “Você deveria fazer Moda, tem tudo a ver com você!”. É interessante porque eu de fato já estava procurando por um curso e nem sequer havia comentado com ninguém, eu não tinha condições de pagar uma faculdade, mas são situações assim que a gente olha para trás e se dá conta dos indícios que são deixados, como que já dizendo qual é o seu caminho.

3 - Porque Bolsas?
Foi um processo natural. Eu consegui aprender a costurar como havia desejado, já estava estudando moda e ampliando a mente e as possibilidades. A única coisa eu tinha absoluta certeza era que eu teria uma marca minha. Ainda durante o curso de Moda, eu fazia acessórios, customizava algumas roupas para mim e fui percebendo que muita gente já estava começando a fazer o mesmo. Já estava deixando de ser tão diferente.
Um dia resolvi testar fazer uma bolsa, eu tinha dois motivos principais: estava cansada das bolsas comuns e gostaria de algo personalizado com características que não encontrava nas outras. Comecei com uma bem básica de tecido, e ali as pessoas já começaram a elogiar. Mas eu ainda não estava satisfeita com o resultado e fui buscar conhecimento para melhorar a estrutura da bolsa entre outros detalhes. Assim saíram meus primeiros protótipos, a cada nova bolsa, um novo teste, uma nova técnica, um novo aprendizado. E a paixão foi só aumentando.

4 - O que a Kym tem de especial?
Acredito que toda a marca começa com pelo menos um pouco da personalidade de quem criou. A KYM é sinônimo de ousadia e atitude. As bolsas são feitas já pensando numa personalidade forte. É para quem gosta de se destacar, não tem medo de chamar atenção, mas não deixa de lado a qualidade. É pensada para que em diversas situações a pessoa possa manter seu estilo. Além disso, possui acabamento de forma que não importa de que lado você use, sempre terá os detalhes em evidência.

5 - As referências para criação das peças e das coleções vêm de onde?
Vem do estilo urbano de grandes cidades. Inicialmente eu me inspirei na cultura coreana, principalmente k-pop, que é o estilo musical em evidência. É interessante pois eles estão muito à frente em termos de tendências de moda e ao mesmo tempo existem uma forte pegada urbana e influência ocidental. Com isso percebi que mesmo quem nao conhece k-pop vê a marca como uma marca de atitude e ousadia, então está funcionando de todas as formas.
6 - Qual o destino da Kym ?
Ser referência no nicho como a marca ousada de bolsas diferentonas e design super criativo, há também um projeto para desfiles oficiais em parceria com alguma marca de roupa igualmente interessante.

7 - Não tem como não reparar no seu cabelo, quando começou e o que te motivou a fazer essas mudanças?
Acho que tudo em mim tem um pouco a ver com o “ser diferente” (risos). Eu comecei a pintar há muito tempo (nem vou considerar lá nos meus 12 aninhos...). Mas quando descobri formas de pintar por conta própria, experimentei diversas cores (até mesmo verde). Sempre senti essa necessidade de mudar constantemente. Essa inquietude inclusive que não me permitia encaixar no trabalho comum.

8 - O que é mais difícil chegar na cor ou mantê-la?
Manter, considerando que eu pinto sozinha. E cabelo curto é mais difícil do que parece. Para uma cor fantasia, você pode descolorir, usar o tonalizante (diluído ou não) e depois curtir o resultado. Mas quando (e se você diluiu principalmente) você vai retocar, é necessário lembrar a proporção exata, caso contrário você terá outra cor no cabelo. Por isso, não me apego muito ao tom exato e sempre parece que mudo toda a semana.

9 - Que dicas/conselhos Você daria para quem quiser ter um cabelo como o seu?
Cuidar! Você precisa amar muito seu cabelo, e cuidar dele com carinho. Existem produtos maravilhosos para diversos tipos de cabelo. Invista e você verá um bom resultado. Já tive “diversos cabelos”, mas o que realmente eu tenho mais paixão é o curto e desconectado, que dá o aspecto de bagunça organizada, principalmente depois que descobri de que forma poderia criar umas curvinhas no cabelo...

10 - Babi pela Babi
Sou virginiana e isso já diz muito (risos). Sou inquieta, perfeccionista, responsável e comprometida. Quero fazer tudo e assumir o controle de tudo, nunca acho que está bom o suficiente e sofro com isso. Não sei lidar com elogios já que estou acostumada às críticas.
Gosto muito das trocas de experiências e acho que recebo mais do que dou, por isso sempre penso em como posso retribuir para levar adiante a corrente do bem. Todo dia aprendo algo novo e consigo enxergar nos erros uma experiência nova e oportunidade de melhorar. Mas também sou ansiosa e quero tudo para mês passado.  Ao mesmo tempo busco valorizar as vivências de cada um acho que o mundo seria bem melhor se as pessoas soubessem compartilhar o que tem de bom a oferecer.

Algumas da Peças da KYM



Se você gostou das peças e quer saber mais, olha esse super convite que a Babi mandou pra gente...


Saiba mais >>>https://www.facebook.com/events/160851461189540/



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