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segunda-feira, 18 de abril de 2016

Elas é que são Elas - Giovana Stoffel

Vamos começar uma nova temporada de entrevistas no blog, então deixe nos comentários perguntas para as próximas entrevistadas ou nos mande por email a sua história ou a história de alguma amiga pra que ela também possa nos inspirar.

Hoje há exato um mês do meu aniversário vou contar pra vocês um pouquinho do processo de #adeusvelhocabeloliso #feliznovocabelocaheado.






1-    Como era sua relação com o seu cabelo natural?
Eu trabalhava como representante de uma agência de Turismo e estava presente em eventos no estado e fora, era difícil manter uma “imagem prática e aceitável” então meu cabelo natural não era uma opção na época, eu achava ele estranho.

     2-  Já sofreu discriminação em relação a ele?
Discriminação acho que não, mas bulling com certeza, tanto na infância quanto logo que eu decidi assumir eles naturalmente, os diferentes passam por esse processo de negação e rejeição antes de ser tornarem um referencial.

3- Foi uma decisão fácil assumir o cabelo cacheado?


A decisão sim, eu estava num momento revolts, com raiva de um ex namorado que tinha terminado comigo (nós estávamos quase noivos na época) e aquilo tudo me impulsionou a mudar de alguma forma, e como eu era muito dependente de opinião de terceiros precisava me arriscar em algo, e a opção foi o cabelo, e outro incentivo máster foi a economia de quase R$ 150,00 todo mês com salão ou produtos.



4- Momento mais difícil da transição.
As vezes que eu me olhava no espelho, meu cabelo sempre foi muito difícil para crescer, então eu me olhava e pensava que não iria sair daquele tamanho, chorei muitas vezes sozinha, por não “acreditar” que aquela imagem seria diferente, mas claro que não podia demonstrar essa insegurança, afinal a decisão de cortar tinha sido minha, mas com paciência e perseverança cheguei nesse black que eu amo e a galera também.


5- O que te fez mudar de opinião e assumir o cabelo cacheado/crespo?
Foi um surto (o melhor até hoje), eu tava numa fase muito complicada pessoalmente, fracassada na vida emocional, acadêmica e profissional e não dava pra cruzar os braços e esperar ser arrancada daquilo tudo, eu precisava me mexer de alguma forma, então me joguei num processo de reencontro comigo mesma 


6- Teve apoio de outras pessoas?
Foi surpresa pra todo mundo, fui ao salão cortar o cabelo e voltei quase careca, então meio que não tinha como ser apoioada ou não, houveram claro os que não souberam o que falar, aqueles que me chamaram de louca e me criticaram, mas também aqueles entenderam uma necessidade pessoal de ter feito essa escolha.



7- Em quem você se inspirou?
Em ninguém, e em mim ao mesmo tempo, mas hoje posso dizer que o que me inspirou foi o desejo de conhecer essa garota que hoje é apaixonada pela vida e por si mesma.


8- Usou/usa produto químico no cabelo? Por quanto tempo?
Comecei a fazer relaxamento no meu cabelo com 6 anos e aos 14 se não me engano comecei a alisar com guanidina, com 17 entrei na onda das progressivas e formol. Aos 22 eu fiz o meu BC, mas fiquei uns 3 anos ainda fazendo relaxamento, mas em novembro deste ano completo 3 anos #quimica0


9- Como é sua relação com seu cabelo atualmente? 
Casamento, temos nossos dias de desentendimento mas existe um “respeito” à ele e atendimento aos seus pedidos, acho que o maior desafio do cabelo natural é a relação de compreender e suprir as necessidades dele, cabelo natural não tem uma fórmula


10- Como você faz para deixar o seu cabelo crescer, evitando o ressecar as pontas?
Hidratação com azeite ou Óleo de Rícino e um bom reparador de pontas.







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